Homem morre após ajudar mãe e filha durante briga de casal
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O Pronto Atendimento enviou uma nota esclarecendo todo o atendimento prestado
No final da noite do último domingo (30), numa fazenda próximo ao CPP de Jurucê um casal e sua filha estavas discutindo, na ocasião o vizinho do casal resolveu interferir para tentar ajuda tanto a mulher quanto a sua filha.
No momento da discussão, o vizinho proferiu um soco numa janela, onde o vidro quebrou e acabou tendo o seu punho direito ferido.
Os familiares do homem o levaram até o Pronto Atendimento de Jardinópolis, mas infelizmente, ele acabou não resistindo aos ferimentos e veio a óbito.
A Polícia Militar de Jardinópolis foi acionada, e ao chegar no P.A., constatou que a filha do casal que estava no meio da briga sofreu alguns ferimentos de soco proferidos por seu pai, ela foi medicada e permaneceu no pronto atendimento em observação.
A ocorrência foi então encaminhada para o DDM - Delegacia de Polícia de Defesa da Mulher de Ribeirão Preto, onde a delegada registrou a ocorrência pelo crime de violência doméstica, e o pai foi preso por flagrante delito.
Durante toda esta segunda-feira (31), boatos e histórias se misturaram ao ocorrido, entre eles que o motivo do falecimento do homem teria sido por conta de falta de bolsa de sangue no P.A., com isso, entramos em contato com a Prefeitura Municipal de Jardinópolis questionando sobre esse assunto, e o Pronto Atendimentos nos enviou uma nota que reproduzimos na integra a seguir:
A direção do Pronto Atendimento vem a público esclarecer os fatos relacionados ao atendimento do paciente envolvido no incidente ocorrido em Jardinópolis.
O paciente deu entrada no Pronto Atendimento às 20h41h, em estado grave, apresentando sinais vitais instáveis e nível de consciência rebaixado. Imediatamente, a equipe médica realizou os procedimentos emergenciais necessários, incluindo intubação orotraqueal, controle de sangramento e administração de medicamentos. Após estabilização paciente foi inserido no SIRESP para transferência para hospital terciário.
Apesar das tentativas da equipe médica de obter uma vaga para transferência o mais rápido possível, a regulação hospitalar levou tempo, e infelizmente, só às 22h41h, a vaga foi cedida. Nesse intervalo paciente sofreu três paradas cardíacas no Pronto Atendimento, sendo prontamente reanimado, mas após a terceira parada cardíaca o paciente não resistiu, evoluindo para óbito. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal para averiguação da causa da morte.
Lamentamos profundamente o ocorrido e reforçamos que todas as medidas cabíveis foram adotadas dentro da realidade estrutural e regulatória vigente.
Também informamos, que o Pronto Atendimento (PA) não dispõe de estoque de bolsas de sangue, uma vez que sua função é atender casos de urgência e emergência, com foco na estabilização inicial dos pacientes e na realização de cuidados imediatos. A transfusão de sangue é um procedimento que exige infraestrutura especializada, como a encontrada em hospitais, que possuem hemocentros (bancos de sangue) e uma gestão mais eficiente no que diz respeito ao estoque de sangue.
No caso específico do paciente em questão, foi solicitada, por meio da plataforma SIRESP (Sistema de Regulação de Serviços de Saúde), uma vaga para encaminhamento ao hospital terciário, que possui a capacidade e estrutura adequadas para realizar o procedimento necessário.
Em situações que envolvem a necessidade de transfusão sanguínea, os pacientes são encaminhados para unidades hospitalares especializadas, que têm os recursos necessários para fornecer o atendimento de forma segura e eficaz. Ressaltamos que o PA realiza o atendimento primário com o objetivo de estabilizar o paciente antes de seu encaminhamento ao hospital, caso seja necessário.
Fonte: Polícia Militar
Foto capa: Acervo Jornal Mídia Digital
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